banner blog

Arte indigente ou indigente na arte?

Arte indigente ou indegente arte 20141015 210829 1

Já me perguntei várias vezes o que nos leva a querer fotografar um indigente a mercê da vida, na rua. Hoje resolvi pensar na resposta. Pode parecer um certo sadismo, mas não é. Quando vejo uma cena como esta, consigo enxergar uma beleza plástica incomum.Sempre penso nos dois lados da moeda. Esse sujeito tem uma liberdade que não tenho, tem uma despreocupação que também não tenho. Eu tenho grades em minhas janelas e portas e uma preocupação mensal com as várias contas. Ao mesmo tempo tenho uma casa limpinha, uma comida fresquinha, um banho rapidinho, mas tenho. (Nossa... me lembrei agora do Caio Ribeiro quando faz comentários esportivos e para ele tudo é no diminutivo...kakakakaka)...Entao, continuando...eu tenho uma cama macia, gostosa, com travesseiro cheiroso. Ah... e ainda estou conectada com o mundo. E se eu trocasse de lugar com ele? Teria liberdade e estaria desobrigada de contas, afazeres, pensamentos. Será? Mas morar em baixo da ponte, com aquela poluição de gas carbónico, com a visita inesperada de ratinhos e baratinhas. Também estaria exposta a perigos noturnos de toda natureza.Pensando bem, agradeço todas as mazelas que a vida me impõe.

Candidatos a cargos políticos

Só vou começar a acreditar que o homem tem jeito e que a política pode ser algo construtivo quando começarem a mudar as regras para quem pode e quem não pode ser candidato.

Se uma pessoa tem que ter um diploma para ser médico, dentista, advogado, etc. Por que não existe uma lei que dite regras para que alguém para se candidatar tem que ter curso universitário, ter uma ficha limpa e passar por um vestibular para se preparar para ser político.

Não me sinto representada por estúpidos ignorantes que pensam em ser eleitos para ter uma fonte de renda, que não olham para o próximo, mas, para si mesmo.

Não existe ideais. Existe vontade de vida fácil, a custas de quem?

O que inspirou o pichador? A política?

sera a politica1

Ontem, as 16:30 da tarde rumo ao Largo do Arouche, em SP, trafegando pela Avenida 23 de Maio, num transito relativamente moderado, me deparei com o cenário da foto.

Rapidamente saquei a tampa da maquina e consegui registrar rapidamente parte da pichação. Fiquei me questionando o que estava pensando quem fez os desenhos. Será que se referia a humanidade? Ou aos políticos? Tanto horário político me leva a pensar no meu ÍNDICE de rejeição à política. No começo da campanha meu índice de rejeição a todos os candidatos era de 99%.

Minha margem de tolerância para assistir ao horário político no começo da campanha era de 6%, depois caiu para 1% e nos últimos dias de apresentações de propostas a deputados, senadores, governadores e presidentes aumentou para 100%. Cheguei a triste conclusão que era necessário tirar a venda da alienação para enxergar a exaustiva realidade. Um país com a dimensão do Brasil, com a importância verde diante do mundo, continua com a SÍNDROME DE PAÍS VIRA-LATAS, embora tenha a possibilidade de ser um país com melhores representantes no cenário político. Homens de marca, com filosofias de vida sedimentadas, não desejam levar seus nomes a um cenário chulo e exposição pública que podem a qualquer momento tornar suas vidas um vendaval social ou um tsunami moral.

Fatos são distorcidos, eventos simples se transformam em releituras maldosas. Ou seja, diante desse gigante país, tentam nos representar, pessoas completamente despreparadas. Imaginem só... se o nível presidencial está abaixo do mínimo permitido minha mente aceitar, quem dirá os outros cargos políticos. Embrulha meu estômago verificar a insolência de um Tiririca cheio de humor, num picadeiro, onde os palhaços somos nos eleitores. Tirei a venda que escondia a minha "vergonha alheia" e a cada dia que assisti ao horário político, mais cheguei a conclusão que vale tudo para ser eleito. Qualquer promessa vale.

Ai meu Deus! Obrigado por ter me livrado sempre da tentação de ter um dia pensado em me candidatar a um cargo político.