Na minha opinião, o texto abaixo, da Celina de Castro, poeta e amiga é super gostoso.
Divido com todos suas belas palavras:

Uma catarse, uma mudança na casa para expurgar emoções velhas, gastas, lembranças espargidas nas paredes, nos móveis.
A mobília se troca, muda-se a cor das tintas, cortinas mais leves. De imutável só os meus meninos. Meus meninos são os quadros pintados por mim. Nada de obras-primas, de ofício, apenas imagens escolhidas como cenas de filme, trabalho paciente, de aprendiz. Nas artes plásticas não sou feiticeiro, apenas aprendiz fascinado.
Pois os meus meninos moram na casa, sejam quais forem as paredes; as telas pedaços de minha alma.
Agora imagine a melhor amiga, curadora (literalmente, de obras e mazelas de espírito), fotógrafa, artista plástica, virginiana, tomando para si a missão de posicionar os quadros pela casa. Não se trata de sair batendo pregos, mas de um estudo de sutileza, exercício matemático, trena, brocas, lápis , parafusos e, sobretudo, do olhar sensível da artista Di Bonetti e seu carinho espontâneo.
Di, a sua sensibilidade e sabedoria transformaram minhas paredes em mágica. É a sua assinatura.
Celina Castro - Fafá, para você.