CAIXA CULTURAL foto

Anita Catarina Malfatti nasceu e morreu em São Paulo com 75 anos. Nasceu em 1889 e faleceu em 1964.
Ela é considerada a "Mãe" do modernismo brasileiro por ter sido a pintora que desencadeou todo o processo de mudança nas artes no Brasil. Pioneira em romper com os paradigmas estéticos de uma época.
A primeira vez que foi usado o termo de "Mãe" modernista, foi em 2004, quando fiz a Curadoria das obras de Anita Malfatti na CAIXA CULTURAL homenageando São Paulo em seus 450 anos, na inauguração do restauro do quadrilátero da Praça da Sé.
A mostra teve o nome "REFERENCIAL ANITA MALFATTI" e foram expostas 87 obras divididas em duas galerias no Centro Cultural todo reformado.
Entrevistada pela TV Cultura eu disse que se o "Pai" do modernismo brasileiro foi Mário de Andrade, com certeza a "Mãe" foi Anita Malfatti que revolucionou os conceitos sobre a cor e a forma.
Creio que o Brasil deve-lhe reverências pela ousadia de permitir-se ter participado no começo de XX, de um processo embrionário vigente revolucionando os moldes formatados como politicamente corretos nas artes, musica e literatura, trazendo para nós brasileiros a chama da "Era do Modernismo".
Anita Malfatti foi beber na fonte, na Europa e nos EUA, onde conheceu e se tornou colega admirada dos grandes nomes de mestres modernos como Foujita, Picasso, Matísse, Derain e Legér.
Anita foi uma artista completa, mas incompreendida e mal interpretada pelas críticas distorcidas de sua época. Sem dúvida, Anita Malfatti é a nossa maior e legítima representante da Arte Moderna brasileira, portanto a "Mãe do modernismo brasileiro".